
Dry ice — peneiração com gelo seco
Dry ice: rendimento rápido, com o preço da contaminação
Quinze minutos do começo ao fim. E o cuidado que ninguém conta.
5 min de leitura
Parâmetros de referência
| Variável | Referência |
|---|---|
| Proporção | 1:1 a 1:2 (gelo seco : matéria, em peso) |
| Contato antes de agitar | 2 a 3 min |
| Agitação | 20 a 60 s por passada |
| Micragem | 220u para volume · 160u e 73u para refino |
| Rendimento típico | 5 a 15 % |
Segurança primeiro
Gelo seco é −78 °C: luva sempre, nunca na mão nua. Ele sublima em CO₂, então trabalhe
em local ventilado — CO₂ é mais pesado que o ar e se acumula no chão de ambiente
fechado. Nunca guarde gelo seco em recipiente vedado.
1. Contato
Coloque matéria e gelo seco na bag e deixe 2 a 3 minutos em contato antes de agitar. O
frio extremo deixa o tricoma quebradiço na hora.
2. Agitação por passadas
Cada passada é curta. Na 220u sai muito e sai rápido — é a passada de volume, com
mais material vegetal junto. Na 160u e na 73u o resultado é mais limpo, e é onde
vale investir tempo.
Agitação longa demais quebra folha e mistura verde no pó. Aqui a pressa custa qualidade
mais rápido que em qualquer outro método.
3. O que esperar
Dry ice rende mais que dry sift e entrega qualidade menor. É o método de quem tem volume
de trim e quer transformar em extrato para prensar depois — dry ice de 73u vira rosin
muito bom.
4. Registre a proporção
Anote quantos gramas de gelo para quantos gramas de matéria. É a variável que mais muda
o resultado entre um run e outro, e a que mais some da memória de uma semana para a
outra.