
Dry sift — peneiração a seco
Dry sift: peneirar sem machucar o tricoma
A extração mais simples de começar e a mais difícil de fazer bem.
6 min de leitura
Parâmetros de referência
| Variável | Referência |
|---|---|
| Umidade da matéria | 8 a 12 % — quebradiça, não crocante |
| Freezer antes | 30 a 60 min |
| Telas | 220 → 160 → 120 → 73 → 45 |
| Agitação | movimentos curtos, sem esfregar |
| Rendimento típico | 3 a 10 % |
1. Prepare o material
Muito seco esfarela folha junto e contamina. Muito úmido gruda na tela e não passa.
O ponto certo é o galho que quebra, mas a flor que ainda tem elasticidade.
Congele antes. 30 a 60 minutos no freezer deixam a cabeça do tricoma rígida — ela se
solta inteira em vez de amassar e virar pasta na tela.
2. Peneire por etapas
Comece na 220u para tirar o volume. O que passa vai para a 160u, depois 120u, 73u e 45u.
Cada passagem refina: a 45u costuma trazer o material mais limpo, e é a que dá full melt
quando a matéria colabora.
Não esfregue. Esfregar quebra a cabeça do tricoma e passa material vegetal junto —
o pó fica verde e perde o melt. Movimento é de bater e deslizar, não de pressionar.
3. Máquina vibratória
A VibraHash faz o mesmo trabalho com frequência constante, o que remove a variável
"como estava a mão do operador naquele dia". Registre a tela usada e o tempo: com dois ou
três runs você acha o ponto da sua genética.
4. Refino
O pó da primeira passagem quase sempre pode subir de estrela numa tela menor. Registre as
duas etapas como frações diferentes do mesmo run — 220u rendeu X, 73u rendeu Y — em vez
de somar tudo num número só.
5. Guarda
Vidro, escuro, gelado. O dry sift oxida mais rápido que o hash de água porque tem mais
superfície exposta.